
Porque refilmar O Menino da Porteira
O folder do nosso filme “O Menino da Porteira” inicia-se com o texto “Por um cinema popular brasileiro” porque acreditamos que cinema é, sobretudo uma arte que se faz para o grande publico.
Por isso nos propusemos a praticar um cinema popular. Popular pela narrativa simples e direta, popular no sentido de atrair, também a população periférica e de baixa renda, popular ao escolher temas que motivem o espectador eventual a entrar no cinema.
O cinema brasileiro atravessa uma fase em que se tornam necessários, também, filmes voltados ao mercado e que reencontre o sucesso popular que viveu em muitos momentos. Como por exemplo, com as produções da Cinédia; da Atlântida, com Oscarito e Grande Otelo; da Vera Cruz, com os fenômenos “Mazzaropi” e “O Cangaceiro”. E durante os anos 70 com “Mazzaropi”, “Os Trapalhões” e os “Sertanejos” e que foi retomada em 2005 com “Dois Filhos de Francisco”.
Paulo Emílio Salles Gomes, era um defensor da idéia de cinema popular. E disse, em entrevista à revista Cinegrafia, o seguinte: “Se o pessoal que preparou a Vera Cruz tivesse se preocupado mais cedo em encontrar um ator que fosse a emanação do teatro ligeiro, do mambembe brasileiro, como o Mazzaropi e se tivesse descoberto o veio do cangaço, também antes, e caminhasse mais nestas duas direções, eu penso que a Vera Cruz poderia ter enfrentado melhor as pressões do comercio cinematográfico”.
É nesta tradição de cinema popular que se insere nosso projeto. E meus filmes anteriores parecem confirmar que este é um bom caminho (os três atraíram, só nas salas de cinema, cerca de 7 milhões de espectadores, sendo que apenas o O Menino..., em torno de 4 milhões).
Cinema popular não significa cinema mal feito e apelativo. Significa para mim, antes de tudo, cinema que tenha vínculos com a vida, e por opção minha, com a vida simples do homem que tem ligação afetiva e de sobrevivência com a terra. O homem do interior, o homem do campo.
A historia d`O Menino da Porteira, que fala a música, é um pretexto para falarmos de gente, construir personagens que existem e que estão no imaginário do povo e com os quais ele se identifica. Gente que trabalha, se diverte, ama, odeia, sofre, luta, ganha, perde, e que tem como pano de fundo o vilarejo e o campo. Um microcosmo da política e da economia do país nos anos 50. É desse homem simples, com opiniões fortes, mas quase singelas, que desejo falar.
O paulista mameluco, resultante da miscigenação do português, do índio e do africano, se constituiu como tipo, vivenciou as transformações sociais e econômicas desse interior paulista e deixou raízes - o estilo de vida caipira.
A cultura caipira secular, por mais que se transforme com a modernidade, continua enraizada no modo de ser e agir do homem do interior. A partir dos anos 50, a cultura caipira se disseminou e influenciou o comportamento de um vasto segmento de brasileiros e a música talvez seja a sua expressão mais abrangente.
A evolução sócio-econômica do caipira, enfocada por Antônio Cândido em “Parceiros do Rio Bonito” e por Darcy Ribeiro em “O Povo Brasileiro”, talvez seja o assunto principal do nosso filme, embora citado de modo simples e direto. Coube, porém, tratá-lo de modo verossimilhante como estrutura dramática do roteiro.
Para construção desses personagens conto com a minha história de vida (sou caipira de Taquaritinga), mas também com textos de Waldomiro Silveira e Cornélio Pires que criaram histórias, tipos e personagens extraídos deste contexto caipira.
Portanto, a narrativa adotada no filme será simples, direta e pela verossimilhança. Vejo a verossimilhança como uma opção de liberdade criadora que se situa entre o estereótipo, que queremos fugir, e o realismo, que nem sempre é suficiente para representar a própria realidade.
Em relação a um conceito fotográfico para o filme, penso numa luz que seja “definidora” de um ambiente rude, empoeirado e causticante e onde pulsam vivências de gente com fortes ligações com a terra.
Rodrigo Naves, no artigo “O Sol no Meio do Caminho” refere-se à luz de Almeida Junior, como “...luz do sol que age sem piedade...” e mais à frente “O sol é o grande personagem deste ‘Caipira picando fumo’..”..
O caipira é tema recorrente na pintura de Almeida Junior e, sem dúvida, sua obra será fonte de referência para composição estética de personagens e ambientações mas, principalmente para conceituar esse tipo de luz “definidora”, ou “uma luz como instrumento do olhar”,como diz Naves, que dê ao ambiente rural caráter e personalidade.
Nosso filme será rodado no interior do estado de São Paulo, nas regiões de Brotas e Paulínia. Vamos aproveitar cerca de 800 moradores destas cidades como figurantes e pequenos papeis. Diversas fazendas e sítios servirão de locações e cenários. Vamos utilizar serviços de hotelaria, alimentação e transporte. Serão utilizados cerca de 100 cavalos e burros e 4.000 cabeças de gado e o respectivo pessoal para manuseio.
Esses números dão idéia do impacto econômico e geração de emprego temporário que o filme produzirá na região.
A cidade de Paulínia criou o Paulínia Magia do Cinema, um Pólo de fomento ao cinema brasileiro, do qual nosso projeto é um dos contemplados.
Assim como os tradicionais apoiadores de nosso cinema, onde o BNDES se insere, uma cidade do interior, como Paulínia, criar um Pólo Cinematográfico, com leis municipais de apoio e fomento à produção, é como um oásis que ganha importância para nosso cinema e que merece se consolidar.
Assim como a combinação O Menino da Porteira/Sérgio Reis foi fundamental para o sucesso do primeiro filme, a associação que fazemos agora com o grande ídolo da música sertaneja Daniel, também é uma estratégia de marketing.
Daniel nasceu em Brotas, interior de São Paulo e tem fortes ligações com a música sertaneja de raiz. Nasceu e cresceu impregnado de cultura caipira.
Além disso, em teste pelo método de Viola Spolin, Daniel revelou-se um ator intuitivo de muita sensibilidade. Acredito que após a preparação do elenco estará apto a dar verdade ao personagem do boiadeiro Diogo e, ao encabeçar o elenco do filme, será um reforço a mais na proposta de filme popular.
Gostaria de falar da nossa capacidade de realização. A minha, como diretor: Fui assistente de direção de Luis Sergio Person e Roberto Santos, fui diretor de produção e montador de diversos filmes de publicidade e de longa metragem, dirigi 3 filmes de longa metragem e uma série na TV Cultura de SP. Atuo no mercado de cinema publicitário desde 1980, segmento em o Brasil está entre os quatro melhores do mundo em qualidade, e onde realizei cerca de 1500 filmes. Já fui premiado com o Leão de Ouro no festival de Cannes e Gran-Prix nos de Gramado e Mar Del Prata. Tenho como ponto forte no meu trabalho a direção de atores e contar histórias. Entre 1970 e 73 fui aluno de interpretação de Eugênio Kusnet, sempre com foco na direção de atores. Ao longo dos anos aprimorei um processo de interpretação com “não-atores” numa mistura dos métodos de Stanislavisk e de Viola Spolin, que me valeu, durante muitos anos, ser considerado o melhor diretor de filmes com crianças.
Moracy do Val, o produtor executivo e co-produtor do projeto é jornalista e produtor cultural. Participou das fundações dos teatros Oficina, Gazeta e Procópio Ferreira. Co-produziu as peças “A Ratoeira”, “Godspell” e “Hair” e os shows “Noite de Bossa” no Teatro de Arena. Co-produziu, também seis filmes de longa-metragem e foi o responsável por um dos maiores fenômenos do show-business brasileiro, o grupo Secos & Molhados.
A JerêFilmes, produtora responsável, atua no mercado publicitário desde 1992 e já realizou filmes para clientes como, Nestlé, Banco do Brasil, Fleyshman-Royal, Sadia, UniLever, Epson e Coca-Cola, entre outros. Alguns, no contexto de campanhas com custos significativos. Portanto, é uma produtora que está habituada a trabalhos de grande porte e com altas cifras e que agora, com a realização deste filme, pretende, também atuar no mercado de conteúdo.
Em síntese, a primeira versão do filme “O Menino da Porteira” foi lançada nos cinemas em 1977 e constituiu-se num dos maiores sucessos de nosso cinema. O numero de espectadores aproximou-se de quatro milhões.
Em sua primeira exibição na TV Record, no domingo de 11 de outubro de 1981, o filme atingiu pico de audiência de 36 pontos, chegando a superar o Fantástico, segundo o IBOPE.
A música de Luizinho e Teddy Vieira, em que se baseou, é a mais gravada e a mais popular do repertório caipira. Sua letra serviu de argumento para o filme e fala de costumes e sentimentos vivenciados por antepassados de muitas famílias brasileiras, a maioria vivendo hoje nas grandes cidades e nas capitais. Um grande sentimento atávico une essas famílias a suas origens e provoca nostálgicas reminiscências.
Em 2008 o lançamento da versão original do filme completará 31 anos, havendo um enorme contingente de potenciais espectadores nascidos após o evento. Sem contar que pode trazer de volta aos cinemas parte dos milhões que assistiram àquela versão tanto no cinema, como na TV e em “home-vídeo”.
A música “O Menino da Porteira” continua a de maior sucesso dentro do gênero, apreciada e cantada pelas novas gerações e conservando o mesmo apelo popular da época do primeiro filme. O site Youtube registra mais de 500 vídeos de jovens cantando “O Menino da Porteira”.
Nestes trinta anos, também, o cinema como um todo e em especial o do Brasil passou por aprimoramento técnico-artístico sem precedente. O filme “O Menino da Porteira”, que é pioneiro e considerado um clássico no gênero, merece uma versão compatível com a consistência estética que o atual estágio de nossos realizadores e técnicos é capaz de dar.
Jeremias Moreira
O folder do nosso filme “O Menino da Porteira” inicia-se com o texto “Por um cinema popular brasileiro” porque acreditamos que cinema é, sobretudo uma arte que se faz para o grande publico.
Por isso nos propusemos a praticar um cinema popular. Popular pela narrativa simples e direta, popular no sentido de atrair, também a população periférica e de baixa renda, popular ao escolher temas que motivem o espectador eventual a entrar no cinema.
O cinema brasileiro atravessa uma fase em que se tornam necessários, também, filmes voltados ao mercado e que reencontre o sucesso popular que viveu em muitos momentos. Como por exemplo, com as produções da Cinédia; da Atlântida, com Oscarito e Grande Otelo; da Vera Cruz, com os fenômenos “Mazzaropi” e “O Cangaceiro”. E durante os anos 70 com “Mazzaropi”, “Os Trapalhões” e os “Sertanejos” e que foi retomada em 2005 com “Dois Filhos de Francisco”.
Paulo Emílio Salles Gomes, era um defensor da idéia de cinema popular. E disse, em entrevista à revista Cinegrafia, o seguinte: “Se o pessoal que preparou a Vera Cruz tivesse se preocupado mais cedo em encontrar um ator que fosse a emanação do teatro ligeiro, do mambembe brasileiro, como o Mazzaropi e se tivesse descoberto o veio do cangaço, também antes, e caminhasse mais nestas duas direções, eu penso que a Vera Cruz poderia ter enfrentado melhor as pressões do comercio cinematográfico”.
É nesta tradição de cinema popular que se insere nosso projeto. E meus filmes anteriores parecem confirmar que este é um bom caminho (os três atraíram, só nas salas de cinema, cerca de 7 milhões de espectadores, sendo que apenas o O Menino..., em torno de 4 milhões).
Cinema popular não significa cinema mal feito e apelativo. Significa para mim, antes de tudo, cinema que tenha vínculos com a vida, e por opção minha, com a vida simples do homem que tem ligação afetiva e de sobrevivência com a terra. O homem do interior, o homem do campo.
A historia d`O Menino da Porteira, que fala a música, é um pretexto para falarmos de gente, construir personagens que existem e que estão no imaginário do povo e com os quais ele se identifica. Gente que trabalha, se diverte, ama, odeia, sofre, luta, ganha, perde, e que tem como pano de fundo o vilarejo e o campo. Um microcosmo da política e da economia do país nos anos 50. É desse homem simples, com opiniões fortes, mas quase singelas, que desejo falar.
O paulista mameluco, resultante da miscigenação do português, do índio e do africano, se constituiu como tipo, vivenciou as transformações sociais e econômicas desse interior paulista e deixou raízes - o estilo de vida caipira.
A cultura caipira secular, por mais que se transforme com a modernidade, continua enraizada no modo de ser e agir do homem do interior. A partir dos anos 50, a cultura caipira se disseminou e influenciou o comportamento de um vasto segmento de brasileiros e a música talvez seja a sua expressão mais abrangente.
A evolução sócio-econômica do caipira, enfocada por Antônio Cândido em “Parceiros do Rio Bonito” e por Darcy Ribeiro em “O Povo Brasileiro”, talvez seja o assunto principal do nosso filme, embora citado de modo simples e direto. Coube, porém, tratá-lo de modo verossimilhante como estrutura dramática do roteiro.
Para construção desses personagens conto com a minha história de vida (sou caipira de Taquaritinga), mas também com textos de Waldomiro Silveira e Cornélio Pires que criaram histórias, tipos e personagens extraídos deste contexto caipira.
Portanto, a narrativa adotada no filme será simples, direta e pela verossimilhança. Vejo a verossimilhança como uma opção de liberdade criadora que se situa entre o estereótipo, que queremos fugir, e o realismo, que nem sempre é suficiente para representar a própria realidade.
Em relação a um conceito fotográfico para o filme, penso numa luz que seja “definidora” de um ambiente rude, empoeirado e causticante e onde pulsam vivências de gente com fortes ligações com a terra.
Rodrigo Naves, no artigo “O Sol no Meio do Caminho” refere-se à luz de Almeida Junior, como “...luz do sol que age sem piedade...” e mais à frente “O sol é o grande personagem deste ‘Caipira picando fumo’..”..
O caipira é tema recorrente na pintura de Almeida Junior e, sem dúvida, sua obra será fonte de referência para composição estética de personagens e ambientações mas, principalmente para conceituar esse tipo de luz “definidora”, ou “uma luz como instrumento do olhar”,como diz Naves, que dê ao ambiente rural caráter e personalidade.
Nosso filme será rodado no interior do estado de São Paulo, nas regiões de Brotas e Paulínia. Vamos aproveitar cerca de 800 moradores destas cidades como figurantes e pequenos papeis. Diversas fazendas e sítios servirão de locações e cenários. Vamos utilizar serviços de hotelaria, alimentação e transporte. Serão utilizados cerca de 100 cavalos e burros e 4.000 cabeças de gado e o respectivo pessoal para manuseio.
Esses números dão idéia do impacto econômico e geração de emprego temporário que o filme produzirá na região.
A cidade de Paulínia criou o Paulínia Magia do Cinema, um Pólo de fomento ao cinema brasileiro, do qual nosso projeto é um dos contemplados.
Assim como os tradicionais apoiadores de nosso cinema, onde o BNDES se insere, uma cidade do interior, como Paulínia, criar um Pólo Cinematográfico, com leis municipais de apoio e fomento à produção, é como um oásis que ganha importância para nosso cinema e que merece se consolidar.
Assim como a combinação O Menino da Porteira/Sérgio Reis foi fundamental para o sucesso do primeiro filme, a associação que fazemos agora com o grande ídolo da música sertaneja Daniel, também é uma estratégia de marketing.
Daniel nasceu em Brotas, interior de São Paulo e tem fortes ligações com a música sertaneja de raiz. Nasceu e cresceu impregnado de cultura caipira.
Além disso, em teste pelo método de Viola Spolin, Daniel revelou-se um ator intuitivo de muita sensibilidade. Acredito que após a preparação do elenco estará apto a dar verdade ao personagem do boiadeiro Diogo e, ao encabeçar o elenco do filme, será um reforço a mais na proposta de filme popular.
Gostaria de falar da nossa capacidade de realização. A minha, como diretor: Fui assistente de direção de Luis Sergio Person e Roberto Santos, fui diretor de produção e montador de diversos filmes de publicidade e de longa metragem, dirigi 3 filmes de longa metragem e uma série na TV Cultura de SP. Atuo no mercado de cinema publicitário desde 1980, segmento em o Brasil está entre os quatro melhores do mundo em qualidade, e onde realizei cerca de 1500 filmes. Já fui premiado com o Leão de Ouro no festival de Cannes e Gran-Prix nos de Gramado e Mar Del Prata. Tenho como ponto forte no meu trabalho a direção de atores e contar histórias. Entre 1970 e 73 fui aluno de interpretação de Eugênio Kusnet, sempre com foco na direção de atores. Ao longo dos anos aprimorei um processo de interpretação com “não-atores” numa mistura dos métodos de Stanislavisk e de Viola Spolin, que me valeu, durante muitos anos, ser considerado o melhor diretor de filmes com crianças.
Moracy do Val, o produtor executivo e co-produtor do projeto é jornalista e produtor cultural. Participou das fundações dos teatros Oficina, Gazeta e Procópio Ferreira. Co-produziu as peças “A Ratoeira”, “Godspell” e “Hair” e os shows “Noite de Bossa” no Teatro de Arena. Co-produziu, também seis filmes de longa-metragem e foi o responsável por um dos maiores fenômenos do show-business brasileiro, o grupo Secos & Molhados.
A JerêFilmes, produtora responsável, atua no mercado publicitário desde 1992 e já realizou filmes para clientes como, Nestlé, Banco do Brasil, Fleyshman-Royal, Sadia, UniLever, Epson e Coca-Cola, entre outros. Alguns, no contexto de campanhas com custos significativos. Portanto, é uma produtora que está habituada a trabalhos de grande porte e com altas cifras e que agora, com a realização deste filme, pretende, também atuar no mercado de conteúdo.
Em síntese, a primeira versão do filme “O Menino da Porteira” foi lançada nos cinemas em 1977 e constituiu-se num dos maiores sucessos de nosso cinema. O numero de espectadores aproximou-se de quatro milhões.
Em sua primeira exibição na TV Record, no domingo de 11 de outubro de 1981, o filme atingiu pico de audiência de 36 pontos, chegando a superar o Fantástico, segundo o IBOPE.
A música de Luizinho e Teddy Vieira, em que se baseou, é a mais gravada e a mais popular do repertório caipira. Sua letra serviu de argumento para o filme e fala de costumes e sentimentos vivenciados por antepassados de muitas famílias brasileiras, a maioria vivendo hoje nas grandes cidades e nas capitais. Um grande sentimento atávico une essas famílias a suas origens e provoca nostálgicas reminiscências.
Em 2008 o lançamento da versão original do filme completará 31 anos, havendo um enorme contingente de potenciais espectadores nascidos após o evento. Sem contar que pode trazer de volta aos cinemas parte dos milhões que assistiram àquela versão tanto no cinema, como na TV e em “home-vídeo”.
A música “O Menino da Porteira” continua a de maior sucesso dentro do gênero, apreciada e cantada pelas novas gerações e conservando o mesmo apelo popular da época do primeiro filme. O site Youtube registra mais de 500 vídeos de jovens cantando “O Menino da Porteira”.
Nestes trinta anos, também, o cinema como um todo e em especial o do Brasil passou por aprimoramento técnico-artístico sem precedente. O filme “O Menino da Porteira”, que é pioneiro e considerado um clássico no gênero, merece uma versão compatível com a consistência estética que o atual estágio de nossos realizadores e técnicos é capaz de dar.
Jeremias Moreira










