domingo, 24 de maio de 2009

Daniel E o Menino da Porteira




Porque refilmar O Menino da Porteira
O folder do nosso filme “O Menino da Porteira” inicia-se com o texto “Por um cinema popular brasileiro” porque acreditamos que cinema é, sobretudo uma arte que se faz para o grande publico.
Por isso nos propusemos a praticar um cinema popular. Popular pela narrativa simples e direta, popular no sentido de atrair, também a população periférica e de baixa renda, popular ao escolher temas que motivem o espectador eventual a entrar no cinema.
O cinema brasileiro atravessa uma fase em que se tornam necessários, também, filmes voltados ao mercado e que reencontre o sucesso popular que viveu em muitos momentos. Como por exemplo, com as produções da Cinédia; da Atlântida, com Oscarito e Grande Otelo; da Vera Cruz, com os fenômenos “Mazzaropi” e “O Cangaceiro”. E durante os anos 70 com “Mazzaropi”, “Os Trapalhões” e os “Sertanejos” e que foi retomada em 2005 com “Dois Filhos de Francisco”.
Paulo Emílio Salles Gomes, era um defensor da idéia de cinema popular. E disse, em entrevista à revista Cinegrafia, o seguinte: “Se o pessoal que preparou a Vera Cruz tivesse se preocupado mais cedo em encontrar um ator que fosse a emanação do teatro ligeiro, do mambembe brasileiro, como o Mazzaropi e se tivesse descoberto o veio do cangaço, também antes, e caminhasse mais nestas duas direções, eu penso que a Vera Cruz poderia ter enfrentado melhor as pressões do comercio cinematográfico”.
É nesta tradição de cinema popular que se insere nosso projeto. E meus filmes anteriores parecem confirmar que este é um bom caminho (os três atraíram, só nas salas de cinema, cerca de 7 milhões de espectadores, sendo que apenas o O Menino..., em torno de 4 milhões).
Cinema popular não significa cinema mal feito e apelativo. Significa para mim, antes de tudo, cinema que tenha vínculos com a vida, e por opção minha, com a vida simples do homem que tem ligação afetiva e de sobrevivência com a terra. O homem do interior, o homem do campo.
A historia d`O Menino da Porteira, que fala a música, é um pretexto para falarmos de gente, construir personagens que existem e que estão no imaginário do povo e com os quais ele se identifica. Gente que trabalha, se diverte, ama, odeia, sofre, luta, ganha, perde, e que tem como pano de fundo o vilarejo e o campo. Um microcosmo da política e da economia do país nos anos 50. É desse homem simples, com opiniões fortes, mas quase singelas, que desejo falar.
O paulista mameluco, resultante da miscigenação do português, do índio e do africano, se constituiu como tipo, vivenciou as transformações sociais e econômicas desse interior paulista e deixou raízes - o estilo de vida caipira.
A cultura caipira secular, por mais que se transforme com a modernidade, continua enraizada no modo de ser e agir do homem do interior. A partir dos anos 50, a cultura caipira se disseminou e influenciou o comportamento de um vasto segmento de brasileiros e a música talvez seja a sua expressão mais abrangente.
A evolução sócio-econômica do caipira, enfocada por Antônio Cândido em “Parceiros do Rio Bonito” e por Darcy Ribeiro em “O Povo Brasileiro”, talvez seja o assunto principal do nosso filme, embora citado de modo simples e direto. Coube, porém, tratá-lo de modo verossimilhante como estrutura dramática do roteiro.
Para construção desses personagens conto com a minha história de vida (sou caipira de Taquaritinga), mas também com textos de Waldomiro Silveira e Cornélio Pires que criaram histórias, tipos e personagens extraídos deste contexto caipira.
Portanto, a narrativa adotada no filme será simples, direta e pela verossimilhança. Vejo a verossimilhança como uma opção de liberdade criadora que se situa entre o estereótipo, que queremos fugir, e o realismo, que nem sempre é suficiente para representar a própria realidade.
Em relação a um conceito fotográfico para o filme, penso numa luz que seja “definidora” de um ambiente rude, empoeirado e causticante e onde pulsam vivências de gente com fortes ligações com a terra.
Rodrigo Naves, no artigo “O Sol no Meio do Caminho” refere-se à luz de Almeida Junior, como “...luz do sol que age sem piedade...” e mais à frente “O sol é o grande personagem deste ‘Caipira picando fumo’..”..
O caipira é tema recorrente na pintura de Almeida Junior e, sem dúvida, sua obra será fonte de referência para composição estética de personagens e ambientações mas, principalmente para conceituar esse tipo de luz “definidora”, ou “uma luz como instrumento do olhar”,como diz Naves, que dê ao ambiente rural caráter e personalidade.
Nosso filme será rodado no interior do estado de São Paulo, nas regiões de Brotas e Paulínia. Vamos aproveitar cerca de 800 moradores destas cidades como figurantes e pequenos papeis. Diversas fazendas e sítios servirão de locações e cenários. Vamos utilizar serviços de hotelaria, alimentação e transporte. Serão utilizados cerca de 100 cavalos e burros e 4.000 cabeças de gado e o respectivo pessoal para manuseio.
Esses números dão idéia do impacto econômico e geração de emprego temporário que o filme produzirá na região.
A cidade de Paulínia criou o Paulínia Magia do Cinema, um Pólo de fomento ao cinema brasileiro, do qual nosso projeto é um dos contemplados.
Assim como os tradicionais apoiadores de nosso cinema, onde o BNDES se insere, uma cidade do interior, como Paulínia, criar um Pólo Cinematográfico, com leis municipais de apoio e fomento à produção, é como um oásis que ganha importância para nosso cinema e que merece se consolidar.
Assim como a combinação O Menino da Porteira/Sérgio Reis foi fundamental para o sucesso do primeiro filme, a associação que fazemos agora com o grande ídolo da música sertaneja Daniel, também é uma estratégia de marketing.
Daniel nasceu em Brotas, interior de São Paulo e tem fortes ligações com a música sertaneja de raiz. Nasceu e cresceu impregnado de cultura caipira.
Além disso, em teste pelo método de Viola Spolin, Daniel revelou-se um ator intuitivo de muita sensibilidade. Acredito que após a preparação do elenco estará apto a dar verdade ao personagem do boiadeiro Diogo e, ao encabeçar o elenco do filme, será um reforço a mais na proposta de filme popular.
Gostaria de falar da nossa capacidade de realização. A minha, como diretor: Fui assistente de direção de Luis Sergio Person e Roberto Santos, fui diretor de produção e montador de diversos filmes de publicidade e de longa metragem, dirigi 3 filmes de longa metragem e uma série na TV Cultura de SP. Atuo no mercado de cinema publicitário desde 1980, segmento em o Brasil está entre os quatro melhores do mundo em qualidade, e onde realizei cerca de 1500 filmes. Já fui premiado com o Leão de Ouro no festival de Cannes e Gran-Prix nos de Gramado e Mar Del Prata. Tenho como ponto forte no meu trabalho a direção de atores e contar histórias. Entre 1970 e 73 fui aluno de interpretação de Eugênio Kusnet, sempre com foco na direção de atores. Ao longo dos anos aprimorei um processo de interpretação com “não-atores” numa mistura dos métodos de Stanislavisk e de Viola Spolin, que me valeu, durante muitos anos, ser considerado o melhor diretor de filmes com crianças.
Moracy do Val, o produtor executivo e co-produtor do projeto é jornalista e produtor cultural. Participou das fundações dos teatros Oficina, Gazeta e Procópio Ferreira. Co-produziu as peças “A Ratoeira”, “Godspell” e “Hair” e os shows “Noite de Bossa” no Teatro de Arena. Co-produziu, também seis filmes de longa-metragem e foi o responsável por um dos maiores fenômenos do show-business brasileiro, o grupo Secos & Molhados.
A JerêFilmes, produtora responsável, atua no mercado publicitário desde 1992 e já realizou filmes para clientes como, Nestlé, Banco do Brasil, Fleyshman-Royal, Sadia, UniLever, Epson e Coca-Cola, entre outros. Alguns, no contexto de campanhas com custos significativos. Portanto, é uma produtora que está habituada a trabalhos de grande porte e com altas cifras e que agora, com a realização deste filme, pretende, também atuar no mercado de conteúdo.
Em síntese, a primeira versão do filme “O Menino da Porteira” foi lançada nos cinemas em 1977 e constituiu-se num dos maiores sucessos de nosso cinema. O numero de espectadores aproximou-se de quatro milhões.
Em sua primeira exibição na TV Record, no domingo de 11 de outubro de 1981, o filme atingiu pico de audiência de 36 pontos, chegando a superar o Fantástico, segundo o IBOPE.
A música de Luizinho e Teddy Vieira, em que se baseou, é a mais gravada e a mais popular do repertório caipira. Sua letra serviu de argumento para o filme e fala de costumes e sentimentos vivenciados por antepassados de muitas famílias brasileiras, a maioria vivendo hoje nas grandes cidades e nas capitais. Um grande sentimento atávico une essas famílias a suas origens e provoca nostálgicas reminiscências.
Em 2008 o lançamento da versão original do filme completará 31 anos, havendo um enorme contingente de potenciais espectadores nascidos após o evento. Sem contar que pode trazer de volta aos cinemas parte dos milhões que assistiram àquela versão tanto no cinema, como na TV e em “home-vídeo”.
A música “O Menino da Porteira” continua a de maior sucesso dentro do gênero, apreciada e cantada pelas novas gerações e conservando o mesmo apelo popular da época do primeiro filme. O site Youtube registra mais de 500 vídeos de jovens cantando “O Menino da Porteira”.
Nestes trinta anos, também, o cinema como um todo e em especial o do Brasil passou por aprimoramento técnico-artístico sem precedente. O filme “O Menino da Porteira”, que é pioneiro e considerado um clássico no gênero, merece uma versão compatível com a consistência estética que o atual estágio de nossos realizadores e técnicos é capaz de dar.
Jeremias Moreira
Chris Brown nega ter sido responsável pelo vazamento de fotos de Rihanna nua




Chris Brown diz que não foi responsável pela divulgação das fotos de sua ex-namorada, Rihanna, nua.
Fotos da cantora nua chegaram à internet. Brown, que está separado de Rihanna desde que foi acusado de agredi-la, nega ter participação no vazamento das imagens.
Rihanna ressurge em clipe de Kanye West com 'recados' para o ex, Chris Brown



Aos fãs da cantora Rihanna, que desde fevereiro frequenta mais os tabloides e páginas policiais do que seu "habitat natural" - os videoclipes -, uma boa notícia: ela se exibirá generosamente no próximo vídeo de Kanye West, "Paranoid".
O vídeo foi exibido quinta-feira para um auditório nos Estados Unidos e, apesar de não ter tido ainda lançamento oficial, já caiu no YouTube, através de vídeos feitos com celulares e câmeras digitais caseiras.



Rihanna passou a se esconder do público desde que foi agredida pelo então namorado, o cantor e rapper Chris Brown, no dia 8 de fevereiro, noite anterior à cerimônia do Grammy, da qual ela faria parte. Seu retorno, informa o site da revista "Rolling Stone", será em grande estilo. O clipe, filmado em preto-e-branco, contém mensagens sobre "desilusão traumática" e "traição" nos créditos de abertura.
A cantora surge no vídeo como uma donzela em perigo (mas com ares de mulher fatal) que dirige um carro em fuga à noite. Para a "Rolling Stone", o simbolismo é claro: "Rihanna está tentando se distanciar dos eventos recentes em sua vida e começar novamente, enquanto usa uma lingerie escandalosa". Já Kanye West aparece mais discretamente no clipe.
Chris Brown, por sua vez, também voltou à música: ele participa de um dueto com a cantora Ciara na música "Turntables", do novo disco da cantora, "Fantasy ride".
Elton John vai a festa VIP com sapatos prateados
Evento de grife teve também Justin Timberlake e Demi Moore







Elton John marcou presença (e como) na festa dos 100 anos da joalheria Cartier nos EUA, que aconteceu nesta quinta (30), na loja principal da grife em Nova York, na Quinta Avenida. O cantou chamou atenção por seu par de sapatos prateados. Outras estrelas também desfilaram pelo tapete vermelho do evento, como Jessica Biel, Anne Hathaway e Justin Timberlake (acima); e Kate Hudson, Demi Moore e Eva Mendes e seu acompanhante (abaixo).





Jessica Biel: "Eu queria ser Whitney Houston"
A atriz revela que faria um filme com o namorado Justin Timberlake



justin E Jessica

Jessica Biel confessou que gostaria de ser Whitney Houston em entrevista para a revista “Parade”, publicada nesta sexta-feira (22). Durante as gravações do filme "Easy Virtue”, a atriz revelou que o diretor, Stefan Elliott, a ouviu cantarolando uma música e disse: “Você tem uma grande voz e gostaríamos de utilizá-la”. Após o ocorrido, Jessica revelou seu desejo. “Eu não conheço alguém que saiba disso, mas eu comecei a fazer teatro musical e contracenei em ‘A Noviça Rebelde’. Eu queria ser Whitney Houston, era meu sonho”. Ao ser questionada pela revista sobre a possibilidade de fazer um filme com o namorado, Justin Timberlake, Jessica respondeu: “Se for a coisa certa, sim. Gostaria de contracenar com Justin. Eu só não sei o que é a coisa certa, apesar de tudo".
Dúvidas rondam a cabeça da atriz que disse em recentemente que não sabe se casaria com o atual namorado.
Christina Aguilera estreia no cinema em musical



O site Worst Preveiws publicou que a cantora Christina Aguilera fará sua estreia no mundo do cinema no musical "Burlesque". De acordo com o site, Aguilera será uma garota que vive em uma pequena cidade e que tem uma voz extremamente forte. Graças a sua voz, conhece o amor, encontra a família e começa a fazer sucesso em um clube de Los Angeles. É muito comum cantoras migrarem dos palcos para as telas de cinema. Alguns nomes alcançaram relativo sucesso, como Cher, que venceu o Oscar de 1988 com o filme "Feitiço da Lua", e Whitney Houston com o filme "O Guarda-Costas", que obteve duas indicações na categoria Canção Original. Outros destaques são Beyoncé Knowles por "Dreamgirls", que ganhou os Oscars de Melhor Atriz Coadjuvante (Jennifer Hudson) e Melhor Som, e foi indicado em mais quatro categorias, Melhor Ator Coadjuvante (Eddie Murphy), Melhor Direção de Arte, Melhor Canção Original ("Listen", "Love You I Do" e "Patience") e Melhor Figurino; e Madonna pela interpretação da Primeira Dama da Argentina Eva Peron em "Evita".
Cher também pode entrar em musical que terá Christina Aguilera

Cher


Cher Cher (vencedora do Oscar em 1988 por Feitiço da Lua) deve voltar às telonas em breve no musical Burlesque, que será dirigido por Steven Antin (roteirista do remake Glória), segundo o site Entertainment Weekly. O papel da cantora ainda não foi divulgado.Na trama, Christina Aguilera fará a sua estreia no cinema. Ela interpretará uma garota de voz poderosa nascida em uma cidade pequena. A personagem de Aguilera encontra amor, família e sucesso em um clube de Los Angeles semelhante ao criado por Bob Fosse em Cabaret (1972). As filmagens devem começar no final deste ano.Algumas cantoras já invadiram as telonas, entre elas, Whitney Houston (O Guarda-costas), Beyoncé (Dreamgirls - Em Busca de um Sonho), Madonna (Evita). Com menos sucesso, estão Britney Spears (Crossroads - Amigas para Sempre) e Mariah Carrey (Glitter - O Brilho de uma Estrela).